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  • Barbara Leite Liberato

Você tem fome de quê?

Você já parou para pensar na sua alimentação? A forma como nos relacionamos com a comida diz muito sobre a nossa vida, nossos valores, nossas relações. Crenças, culturas, tabus e hábitos definem como nos alimentamos e também nos movem em busca de mudanças e tranformaçoes de vida que inclui ser ou não ser mais saudável. Um objetivo que pode ser pessoal ou incluir toda a família.



Falar de comida é um assunto que esta sempre em pauta. Se vai ter uma festa, decidimos o cardápio que será servido. Se vamos sair, escolhemos o restaurante de acordo com o que queremos comer. Em família, trocamos receitas e todo mundo tem um prato preferido. Falamos sobre perder ou ganhar peso, quais são as dietas da moda atualmente. Estamos sempre conversando sobre a alimentação dos filhos, precisamos decidir sobre quais alimentos comprar para nossa alimentação diária. Enfim, “comida” não tem fim.


E entre uma conversa e outra, vire e mexe alguém me diz: - Nossa, preciso mudar a alimentação do meu (minha) filho (a), ele (a) só come “besteira”. É um comentário que me angustia muito e me faz questionar: Será que a pessoa parou para pensar porque está decidido mudar a alimentação do filho (a)? Por que acha que precisa modificar? Para quê precisa fazer isso? Realmente ela quer fazer isso? Será que esse é um valor importante ou quer fazer apenas porque todo mundo posta fotos de suas refeições saudáveis, posta foto de crianças comendo legumes e frutas no Instagram?


Cuidar da saúde da família é um valor muito importante e certamente um propósito de vida. Mas, será que a motivação está correta? Ela é forte o suficiente para ser feita para toda a vida? Toda mudança exige consciência. E é justamente por isso que a grande maioria das pessoas falha, porque desiste no meio do caminho. As mudanças devem ser respeitosas, deve-se ter um autoconhecimento e autorregulação em todo o processo. Não é fácil descobrir o propósito dessas modificações.


Uma alimentação deve fazer sentido para quem esta se alimentando, seja uma pessoa adulta, criança ou a toda a família.

Nós comemos por diversas razões que vão muito além das necessidades fisiológicas. Comer não é somente para nutrir o corpo. Comida não é só nutriente. Comida é prazer, é família, é amizade, é quem somos. Todos os alimentos podem ter espaço em uma alimentação saudável. Então devemos considerar todos esses aspectos, fisiológicos, nutricionais e sociais de nossa alimentação.


A comida vem com histórias, afetos, tradições e hábitos. Fazer uma mudança no comportamento/rotina alimentar, primeiramente tem que partir da pessoa (claro que levando em consideração a idade). Modificações alimentares não são realizadas apenas com um cardápio entregue pelo nutricionista. Isso funciona por um curto período, principalmente se for muito radical. As mudanças são para a vida, devem ser gradativas, prazerosas e devidamente guiadas.

Caso tenha alguma dúvida quando essas mudanças, procure um profissional capacitado, ele pode lhe ajudar e lhe orientar nesse processo respeitando suas crenças, pensamentos e necessidade. Tudo isso baseado em evidências científicas que validam o prazer de comer com equilíbrio e sentimento.

A mudança começa de dentro para fora.

Um abraço cheio de afeto,

Fabrícia Azevêdo



Sobre a autora:

Fabricia Azevêdo é casada com Bruno Liberato, mãe de 3 filhos (Rafael, 13; João Vitor 8; e o terceiro filho está no céu). Uma mãe que mudou a sua vida para cuidar da saúde e alimentação dos filhos. Apaixonada pela vida e pela profissão.

Fabrícia Azevêdo

Nutricionista Materno Infantil - CRN-6: 27623

Clínica PAI. (99) 99989-5821/ 3525-6965

Pós Graduada em Nutrição em Obstetrícia, pediatria e adolescente

Modulação Intestinal

Disciplina Positiva na Alimentação Infantil

Consultora em Aleitamento Materno

@fabriciaazevedo.nutri

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