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  • Barbara Leite Liberato

O abraço acolhedor da disciplina positiva na educação da nossa criança autista

Atualizado: 1 de Mai de 2020


Enxergar a criança além do diagnóstico, acreditar no potencial dela fortalecendo o senso de aceitação e a importância, tudo isso através da Disciplina Postiva. Vamos juntos ensinar às crianças a darem o melhor de si?



Mariane Araújo, 6 anos com a mãe Karuane: Mariane é portadora de TEA (Transtorno do Espectro Austita) adora falar inglês e cantar. Qualquer ferramenta da disciplina postiva pode ser adaptada para uso com crianças com deficiência.


A disciplina positiva tem base em um profundo respeito. A educação é uma jornada construída dia-a-dia. Nesse processo, não mudamos nosso filho, mudamos a nós mesmos!

A educação autoritária com ameaças, castigos, gritos e surras foi a forma como eu e meu esposo fomos educados pelos nossos pais que nos amam e se preocupam conosco. Educação, esta, que não tínhamos nem noção que estávamos prestes a repetir em nossos filhos!

A educação da Mariane (portadora do TEA – Transtorno Espectro Autista) passou por muitas mudanças: ela sempre foi diferente! No início isso gerava uma angústia enorme porque não entendíamos e não sabíamos lidar com as situações que ela apresentava, o fato de ser a primeira filha, a nossa falta de experiência com o universo infantil, pelas suas sensibilidades (auditiva, ao toque, aos ambientes, a determinados alimentos, aos muitos estímulos sensoriais, ao seu distúrbio do sono, às suas dificuldades de relacionamento).

Com o diagnóstico de autismo, aos 3 anos de idade, muitas coisas passaram a fazer sentido. Deu-se início, a partir desse momento, as terapias (fonoaudiologia, psicopedagogia, terapia ocupacional) que abriram nossa mente para o educar diferente e a necessidade de “acomodações” que são sistemas para ajudar no desenvolvimento de nossa filha. Após 2 anos neste processo, outras dificuldades começaram a surgir e vieram revelar as lacunas, nunca preenchidas, na educação da nossa pequena tão especial.

Lembra da educação autoritária? Pois é. Percebemos que, sem querer, aplicamos com ela algo que estava enraizado em nós! Gritos, exigências, falta de empatia, pequenas mentirinhas para resolver imediatamente situações, e também concessões que se revelavam mimos da permissividade também estavam presentes. Estávamos angustiados, mas não víamos solução!

Até que uma querida amiga nos falou da tal Disciplina Positiva, de imediato já comecei pesquisar e a interessar-me pelo assunto. Quando percebemos algo estruturado, comprovado com evidências científicas, aplicável, foi como receber um abraço... um abraço acolhedor da disciplina positiva na educação da nossa criança autista! Não podemos deixar de mencionar o quanto Mariane muda conforme o que ela recebe, sem sermos passivos na disciplina, mas com a autoridade necessária.

A disciplina positiva tem base em um profundo respeito. A educação é uma jornada construída dia-a-dia. Nesse processo, não mudamos nosso filho, mudamos a nós mesmos! É fácil? Não é fácil mudar hábitos, não é fácil mudar um tipo de educação que está enraizado em nós! Mas é possível. Aplicar empatia e ser encorajadores com a Mariane é extremamente lindo e necessário. Aplicar “perguntas curiosas” no dia-a-dia ajuda a Mariane a resolver problemas, por mais simples que sejam. Aplicar o entendimento dos “objetivos e das crenças equivocadas” de comportamento nos ajudam a entender como a Mariane se sente e como podemos ajudá-la. E assim vamos seguindo na linda e difícil jornada de educar uma princesa especial autista e única!




Sobre Karuane Araújo

Karuane Araújo é mãe da Mariane 6 anos autista verbal e do Miguel de Maria 1 ano e 8 meses de temperamento forte, esposo do Bruno Araújo, aplicadora da disciplina positiva na educação das crianças.




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Karuane Araújo

Chefe da Divisão de Cursos de Pós-Graduação - PROPGI/UEMASUL

Engenheira de alimentos - Mestre em Ciências da Saúde

Tel: 099 991081406 CV Lattes: http://lattes.cnpq.br/1115832947713877

@karuanearaujo

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