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  • Barbara Leite Liberato

Rotina Alimentar na Pandemia

A Pandemia transformou muitas rotinas e com a alimentação não foi diferente. Para além daquilo que comemos, é importante também reparar na forma como comemos. A combinação home office com crianças em casa exige muita criatividade para se ter um equilíbrio também na alimentação.



Já é dezembro! Que ano foi este??? Muita coisa aconteceu e ao mesmo tempo não fizemos praticamente nada. Sonhos precisaram ser revistos, planos modificados, metas adiadas e a rotina... essa nem sei o que dizer.

Na medida do possível, vamos nos reinventando, criando um novo normal e remodelando nossa rotina: trabalho, casa, atividades físicas, lazer, escola dos filhos e a alimentação.

Sentimentos de ansiedade, angústia, preocupação, medo, tristeza, desespero e cansaço são sentimentos que fizeram e ainda fazem parte da vida de muitas pessoas nesse tempo de pandemia. Precisamos ficar em casa, distantes de pessoas queridas e isso teve um impacto enorme na alimentação. Uns passaram a comer mais e outros menos.

E a dúvida de muitos é: Como podemos reorganizá-la?

Precisamos entender que o cuidado com a alimentação é um aspecto muito importante para a promoção da saúde de crianças e adultos, ela esta ligada a todos os aspectos da vida. E para criarmos uma nova rotina, novos hábitos alimentares, precisamos querer, termos atitude, para depois definir o que queremos mudar, determinar novas metas. Fazer o que é possível, pois precisa ser eficaz e efetivo.

Focar naquilo que possa ser mudado. Com calma, sem cobranças, sem muitas expectativas tudo vai melhorar.

Envolver toda a família, chamar as crianças para ajudar a elaborar o cardápio da semana, a fazer uma lista de compras, pedir para que elas vejam o que tem na geladeira e o que precisa comprar, convida-las para prepararem alguma refeição (vale pegar ingredientes, misturar, colocar os pratos a mesa). Criar um ambiente agradável e vivenciar esses momentos com prazer deixa o processo mais leve.

O ato de alimentar, nutrir e comer vai mais além do que o ato fisiológico, envolve relação alimentar e conexão nos momentos das refeições. Comemos melhor e nos desenvolvemos mais, quando nos sentimos seguros e ligados à outras pessoas. E as crianças tendo essa base, participando do processo, sentem-se mais motivadas, mais confortáveis e seguras para mudar, mesmo sendo em pequenos passos.

Dicas que podem contribuir na reorganização:

* Elaborar uma rotina com os horários para as refeições - com a mesma comida para todos;

* Fazer as refeições em família, em ambiente apropriado, sentados à mesa, sem televisão ou celular.

* Ter atenção devida ao que está comendo auxilia na autorregulação, que é o controle de fome e saciedade;

* Escolher um horário onde todos estão em casa, sem muitas atividades, para nesse momento incluir algum alimento novo ou um novo preparo;

Deixar alimentos como frutas, iogurtes naturais, mix de castanhas ao alcance de todos, são ótimas fontes alimentares para quando a fome emocional bater.

Pequenas mudanças positivas da família, podem melhorar as habilidades e a qualidade de vida das crianças (de todos), fazendo com que se sintam mais felizes e mais competentes nos momentos das refeições.

Um abraço cheio de afeto,

Fabrícia Azevêdo



Sobre a autora:

Fabricia Azevêdo é casada com Bruno Liberato, mãe de 3 filhos (Rafael, 13; João Vitor 8; e o terceiro filho está no céu). Uma mãe que mudou a sua vida para cuidar da saúde e alimentação dos filhos. Apaixonada pela vida e pela profissão.

Fabrícia Azevêdo

Nutricionista Materno Infantil - CRN-6: 27623

Clínica PAI. (99) 99989-5821/ 3525-6965

Pós Graduada em Nutrição em Obstetrícia, pediatria e adolescente

Modulação Intestinal

Disciplina Positiva na Alimentação Infantil

Consultora em Aleitamento Materno

@fabriciaazevedo.nutri

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