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  • Barbara Leite Liberato

Meu Jeito de ser Mãe

Com Carina Zavarize

@carinazavarize










Me chamo Carina Zavarize, tenho 28 anos.
Sou mamãe da Giulia de 2 anos e meio e das Gêmeas Catarina e Laura de 8 meses.
Atualmente trabalho com arte em casa para poder curtir a melhor fase da minha vida.










Com meu jeito meio desordenado, desconsertado e paciente, aprendi que ser mãe não tem pré-requisito, fórmula mágica, tampouco receita. Ser mãe depende de como você quer refletir suas ações em seus filhos. O meu jeito muitas vezes me torna arrogante e me deixa em posição que jamais gostaria, porém repreender quando necessário é um ato extremo de amor e cuidado.


Maternar acontece de dentro pra fora. Tudo começa no seu quociente emocional, acelera o coração com mil hormônios do amor, corre pelas veias e sai pela boca. Ecoar um EU TE AMO em quase todos os momentos do dia é um presente para minhas filhas, e é apenas um reflexo do presente que elas são para mim.


Carina com a filha Giulia no colo e as gêmeas Catarina e Laura



Meu jeito de ser mãe me leva para todos os lugares do mundo. Dado momento sou rainha, mas logo uma varinha mágica imaginária me transforma em joaninha. O gostoso de ser mãe é que podemos voltar no tempo e fazer acontecer coisas que na infância não tínhamos autonomia para executar. Brincadeiras entre pais e filhos são a porta de entrada para boas lembranças. Quem não tem algum momento da criancice congelado na memória, resgatado por cheiro, sabor, lugar?! Minhas filhas possuem o cheiro que me lembra tantas coisas boas vividas por mim.


Meu jeito de ser mãe me traz de volta o passado, mas me acelera o futuro. Sinto que estou sempre um passo à frente. Mãe sente, sabe, pressente e cuida. Com meu jeito maluco, vejo as horas passando, as meninas crescendo e os olhos brilhando a cada nova conquista. Vê-las aprendendo e saber que sou a maior estimuladora e admiradora, me faz flutuar. É como falei.. os filhos refletem o que veem nos pais (espelhos). Quero ser sempre um bom espelho, porque fui um bom reflexo de meus pais.




Meu jeito de ser mãe é bondoso. Não sou de chorar e externar quando estou triste, mas quando algo acontece às minhas filhas, por mais simples que seja, me faz sangrar a alma. Por segundos, queria eu a sentir o que elas sentem. Mas, não há como não sentir. A dor dos filhos transpassam o peito das mães.


Tenho um jeito nada convencional de ser mãe, mas penso que é o melhor. Não para os filhos de alguém, porque eles também certamente terão a melhor mãe. Gerar, guardar, parir, amamentar, alimentar, cuidar, amar, proteger e velar são a própria maternidade em si. Então, faz parte de tudo isso não se cobrar, não se entristecer, não desistir, não se irritar. Esse é apenas o meu jeito de ser mãe.

E eu sei que é o que minhas filhas precisam.





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