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  • Barbara Leite Liberato

Meu Jeito de Ser Mãe

por Mariana Rodrigues Gehre Chagas

@marianargchagas




Sou Mariana Rodrigues Gehre Chagas, casada há 8 anos com Rodrigo e mãe dos meus maiores tesouros: Miguel de 6 anos e Pedro de 2 anos. Sou espírita (apaixonada pela doutrina). Nascida em Lins/SP, mas atualmente moro em Cuiabá/MT, cidade que meu coração adotou. Adoro estar com minha família, mas também prezo pelos momentos sozinha para leituras e reflexões. Sou servidora pública e trabalho no Ministério Público Federal há quase 23 anos (amo o meu trabalho!!!).





Quando Bárbara me convidou para escrever sobre o tema, confesso que não pensei que seria tão difícil. Mas começando aqui, logo pude perceber o quanto é desafiador explicar o meu jeito de ser mãe. Nem de longe sou a mãe que gostaria de ser, mas me esforço diariamente para dar aos meus filhos o melhor de mim. E nesse dia das mães, li textos lindos e emocionantes de várias mães, como se a maternidade fosse algo mágico e perfeito, mas, ao menos para mim, não é bem assim.


Já adianto que amo meus filhos de paixão. Eles são a razão de tudo que faço e são eles que me inspiram diariamente na busca de ser alguém melhor.


É claro que eu gostaria de ser a mãe que tem disposição e paciência para me jogar no chão e brincar com meus filhos sempre que eles solicitam, seja para jogar bola, brincar de heróis, montar pistas com os carrinhos ou prédios enormes com bloquinhos.

Ah, como eu gostaria de me dedicar mais à alimentação saudável deles, fazendo comidinhas mais naturais e montando aqueles pratos lindos e coloridos que vemos por aí. Doce??? Só daria frutose! Quando muito um chocolate 70%!!!!


Gostaria demais, do fundo da minha alma, de ser a mãe sempre meiga, bondosa, calma ... pronta para afagar e acalmar os meus meninos sempre que eles precisassem ... seja nos momentos de dor, seja quando fizessem birra, ou mesmo quando estivessem tristes, sem vontade de fazer tarefa ou ir para a escola. Queria ser a mãe que sempre respeita os sentimentos dos filhos (de medo, de alegria, de frustração, de raiva).


Que sonho ser a mãe que já encontrou e aplica o caminho do meio, que consegue disciplinar sem gritar, sem dar um tapinha, sem perder o controle. Já pensou falar com os meus meninos: hora do banho, da tarefa, de dormir, de jantar ... e eles fossem sem titubear? E caso fizessem birra, como seria bom tentar entender e explicar com calma a necessidade de fazer aquilo.

Mariana entre os filhos Miguel e Pedro


Mas eu sou essa mãe? Às vezes sim, mas na maioria das vezes NÃO. Algumas vezes em razão de uma noite mal dormida, outras por falta de tempo, algumas outras por estar sobrecarregada com trabalho, outras por simplesmente estar cansada e querer um minuto de paz para mim. Independente do motivo, sempre arrumo um jeito de pedir desculpas e tentar recomeçar.


Já houve uma época em que eu me culpava muito por isso. Me sentia triste a cada grito, me sentia arrasada a cada choro. Mas hoje, reconheço SEM CULPAS a minha incapacidade de ser a mãe perfeita, E COM ORGULHO a minha capacidade de ser mãe a melhor mãe que eu posso, ao menos neste momento.


Tenho sim um ideal de mãe e tento todos os dias alcançá-lo. Nem sempre consigo, mas sempre me esforço para isso. Tem dias que me entrego com mais alma a esse trabalho, mas tem outros que não sou capaz. Estou sempre estudando, lendo, trocando experiências. Acho que é fundamental aproveitar o acesso às inúmeras informações e estudos que existem sobre o tema “educar filhos”, afinal, nossos pais e as gerações anteriores nunca o tiveram.


Sei que ainda demorará algumas encarnações para alcançar o ideal. Enquanto ele não vem, aproveito cada sorriso, cada abraço, cada aconchego nos braços dos meus pequenos, afinal, esse é o meu combustível diário para seguir esse caminho, por eles e para eles.

Mariana e sua família: o marido Rodrigo e os filhos Miguel e Pedro

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