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  • Barbara Leite Liberato

Meu Jeito de Ensinar

Tudo começa na primeira infância. O olhar da professora, o acolhimento. Os coleguinhas da sala de aula: o primeiro passo para mostrar a que viemos - somos seres sociais. Contrapor as regras, sorrir, cantar e brincar, antes mesmo de aprender o beabá.

"Minha escola, minha vida": é assim por muitos anos para as crianças. É neste espaço tão criativo e seguro que os pequenos se tornam seres humanos habilitados para conviver. Então venha conhecer o Jeito de Educar da Professora Nagylla, que pega pela mão as crianças ainda pequenas e as transforma em gente grande. Esta é série que homenageia os professores no mês que é todinho deles - que caminham lado a lado dos pais na grande missão de educar.







Eu me chamo Naghylla Karolinne Ferreira Miguel, tenho 31 anos, sou casada, mamãe do Marcus Filho e moramos na cidade de Imperatriz. Venho contar nesse texto um pouquinho da minha trajetória na educação e a minha paixão por educar.

@nagyllakarolinne







Tudo começou há 13 anos, quando eu tinha apenas 18 anos, conclui o Ensino Médio e resolvi fazer vestibular para cursar pedagogia. Entrei na faculdade e já no 3º período começavam os estágios, então surgiu a oportunidade de um estágio remunerado na escola SESI, fiz a seleção, passei e já comecei a trabalhar. Lá atuava na Educação Infantil como auxiliar de professora, fiquei por 9 meses e surgiu a oportunidade de fazer o seletivo para trabalhar na área pública, na rede municipal, mais uma vez fiz o seletivo e passei, comecei a atuar na mesma.


Eu me deparei dessa vez com uma realidade mais dura, muitas crianças carentes, crianças que iam pra creche para comer, uma realidade muitas vezes chocante. Presenciei uma criança que era abusada pelo avô, denunciei, mas pouco tempo depois saí da creche porque tinha encerrado meu seletivo.



Fui trabalhar numa escola particular em Imperatriz, dessa vez uma realidade totalmente diferente, o que faltava na rede pública, tinha em excesso na rede privada: estrutura física, atenção da família, cuidados com as crianças entre outras coisas. Fiquei 1 ano na mesma, aprendi muito e cresci profissionalmente. Daí surgiu a oportunidade de fazer o concurso municipal para professores, fiz minha inscrição e passei na prova, fiquei aguardando ser chamada.


Enquanto isso, surgiu uma vaga para ser professora da escola onde atuo hoje no particular, fiz todas as etapas da classificação e fui selecionada, trabalho na escola desde janeiro 2013 e em junho desse mesmo ano fui chamada no concurso da rede municipal.


Hoje atuo como concursada na rede municipal no ensino fundamental 1º fase e na na Educação Infantil no rede privada, me deparo todos os dias com duas realidades totalmente diferentes. A pandemia veio nos mostrar mais ainda a diferença gritante que existe entre as duas classes. Como professora, tenho que ter um olhar diferenciado para cada situação que vivencio e compreender o universo e a realidade de cada aluno.


Concluo dizendo que ser professor é amar aquilo que se faz, é ter 30 alunos na sala e saber o que cada um vive não só em sala de aula, mas na sua vida pessoal também. Professor não trabalha pelo salário que recebe, vai muito além disso, na nossa profissão oferecemos muito carinho, atenção e muitas vezes nos envolvemos tanto que queremos resolver os problemas dos nossos alunos de qualquer forma. O que posso dizer é que amo minha profissão e não conseguia me ver sem fazer o que faço.


Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção”. Paulo Freire

Eu sigo acreditando que a educação pode mudar o mundo sim, isso só depende de nós, de acreditar.



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