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  • Barbara Leite Liberato

Em “Fim”

O ano novo está batendo na sua porta! 2020 passou voando para alguns e para outros veio andando de Maria Fumaça. Enfim ele terminou! E que ano, não é mesmo? Um vírus tão pequenino que trouxe transformações tão grandiosas! Toc-Toc! 2021 já bate na nossa porta! Que tal, convidá-lo a entrar?

Ele chegou!

Que alegria ele chegou!

Para alguns voando, para outros arrastando o chinelinho, mas chegou!

Está na porta, melhor deixá-lo entrar, querendo ou não ele está aí.

Parece que foi ontem que me despedi dos meus filhos. Casa silenciosa, geladeira vazia, pia sempre limpa, ninguém para buscar ou levar, carro na garagem, tudo quieto.

Comecei a conversar com os bichos.

Louca? Claro que não!

Carente? Muito menos!

Carinhosa? Sim!

Agora eram meus companheiros, presentes fisicamente. Porque os companheiros filhos estavam correndo com suas vidas. Nos primeiros dias, ligações são constantes, depois vão se espaçando. Aqui em casa não somos muito de telefone, tudo bem, ninguém tem trauma!

Vida que segue, ano que passa... e ninguém esperava por isso! O vírus!

Os filhos voltaram, geladeira abastecida, casa barulhenta e bolo, sempre fofinho, para o lanche, pia cheia de copos, e internet ruim!

Foi tão diferente, e ao mesmo tempo, muito bom ter os três em casa! O que era para ser por um tempo, virou um ano. Nos readequamos.

Enquanto as folhinhas eram tiradas do calendário, as histórias aconteciam do lado de fora: na família, nos amigos, no mundo. Estranhos ganharam nossa simpatia e orações, perdemos e conhecemos pessoas, nos distanciamos de algumas e nos aproximamos de outros, aprendemos a ter muita paciência, e nos entregamos a Deus.

Sem planos, sem metas a longo prazo, o segredo deste ano foi viver o dia.

“Carpem Diem!”


Dias que muitos gostariam de não ter vivido, dias em que muitos reaprenderam a viver, dias em que tivemos que exercitar o amor, por que, sem ele, não suportaríamos!


“O amor é a coisa mais alegre.

O amor é a coisa mais triste.

O amor é a coisa que eu mais quero.”

Adélia Prado

............

Ele chegou, sem beijos e afagos! Na bagagem trouxe muitas surpresas, muitos olhares, esperança. Não sabemos o que vem por aí, apenas confiamos que será melhor.

A porta está aberta!

Coração bate acelerado, não somos os mesmos, e apesar de tudo, não queremos ser iguais ao que éramos! Apenas sermos melhores, aproveitarmos a liberdade, a simplicidade, o trivial.

Enfim, o amor é o que queremos, o amor é o que esperamos. O amor se dá nos encontros. Presencial ou virtualmente, estaremos juntos, chorando a saudade, e celebrando a vida.

Somos emoção, somos decisão, somos história.

Novas histórias faremos!

Que venha o novo, que venha...



Dica de Leitura: O retorno e terno Crônicas

Autor: Rubem Alves










Sobre Maria Marquez

Sou uma menina que sempre quis casar e ser mãe, hoje uma mulher realizada, casei com meu amor de adolescência, sou mãe de três garotos (Raul 24; Artur 21; Davi 19), pedagoga, secretaria do agronegócio, voltando às raízes, morando na fazenda, me redescobrindo e experimentando um universo de novidades.




Maria Marquez Gouveia Vilela

Pedagoga

Secretária do agronegócio da família

(99) 991318999 - mariamarquezgv@gmail.com

@mariamarquez9128

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