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  • Barbara Leite Liberato

A arte de ensinar a comer

Atualizado: Jul 8

Tem gente que acha que comer é muito fácil e simples, mas para algumas pessoas comer é muito difícil e até mesmo dolorido.


Laura Clementino, filha da Lyvia Clementino na Introdução Alimentar


Alguns comportamentos alimentares de crianças têm deixado os pais preocupados e com muita ansiedade para que a criança COMA TUDO. Com isso, inventam várias estratégias para que ela coma qualquer coisa, mas o mais importante do que conseguir fazer uma criança comer é ENSINÁ-LA a comer.


Os pais e responsáveis precisam renunciar a ideia de que comer é só colocar o alimento na boca, mastigar e engolir, que é preciso comer toda a comida que foi colocada no prato e que precisa ser tudo muito saudável. Esse pensamento é equivocado e não proporciona aprendizagem.


No processo de aprendizagem, a criança esta condicionada a fatores como a sua percepção sensorial dos alimentos, a sensação após a ingestão do alimento e ao contexto social em que ela está inserida.



Comer deve ser prazeroso, envolver momentos agradáveis de troca de afeto, conversas e alegria. É no momento da refeição que os pais e familiares são os principais influenciadores, são eles que ensinam seus filhos a comerem, com ações e palavras.


O ambiente alimentar familiar e a forma como se lida com a alimentação da criança é capaz de promover competências alimentares, como: Autonomia alimentar (comer sozinho, pegar no alimento); promover o desenvolvimento de uma boa relação com a comida (sentir confortável e flexível diante de diferentes situações de alimentação); permitir o desenvolvimento da autorregulação, (comer quando têm fome e parar de comer quando satisfeito) e promover o prazer de comer e de participar dos momentos das refeições em família (sentimento de pertencimento).


Isso faz com que a criança tenha uma relação boa e sem culpa com a comida.


Comer é aprendido no decorrer da vida. Os pais são modelos e exemplos para a criança, e se ela está inserida em um ambiente saudável, fica mais fácil aprender a comer!

Obs: Toda criança passa por um período fisiológico de recusa e inapetência. Situações de seletividade e dificuldade alimentar devem ser avaliadas por profissionais competentes. Converse sempre com seu pediatra e nutricionista sobre modificações no comportamento alimentar da criança.



Fabrícia Azevêdo

Nutricionista Materno Infantil

Educação Alimentar e Nutricional

CRN.6- 27.623






Sobre a autora:

Fabricia Azevêdo é casada com Bruno Liberato, mãe de 3 filhos (Rafael, 13; João Vitor 9; e o terceiro filho está no céu). Uma mãe que mudou a sua vida para cuidar da saúde e alimentação dos filhos. Apaixonada pela vida e pela profissão.

Fabrícia Azevêdo

Nutricionista Materno Infantil - CRN-6: 27623

Clínica PAI. (99) 99989-5821/ 3525-6965

Pós Graduada em Nutrição em Obstetrícia, pediatria e adolescente

Modulação Intestinal

Disciplina Positiva na Alimentação Infantil

Consultora em Aleitamento Materno

@fabriciaazevedo.nutri


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