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  • Barbara Leite Liberato

Cadê o brinquedo que estava aqui?

Atualizado: 30 de Abr de 2020

Aos poucos as crianças dão lugar para o adolescente chegar e não são apenas elas que se transformam, nós os pais, também modificamos assim como o ambiente da casa. Será que o ninho fica mesmo vazio?


Raul, 23; Artur, 20; Davi, 18 junto com os pais Maria e Luciano brincando em família com jogo de tabuleiro: porque brincar é importante ainda na adolescência, além de ser uma excelente oportunidade de criar vínculo, expressar afeto e dividir momentos especiais


Tenho três adolescentes! Como chegamos até aqui? Muito bem, obrigada! Dificuldades? Algumas. Desafios? Muitos.

Será que é só o filho dos outros que cresce rápido? Não! Os nossos também!

É preciso aproveitar cada fase com o pacote completo: alegrias, tristezas, choros, sorrisos, frustrações, brigas, birras, desafios e descobertas - dos filhos e nossas também.


Hoje meu ninho está vazio da presença física - os filhos estão estudando fora – mas o ninho da alma está repleto e transbordando de amor

Lembro-me de muito angustiada, partilhar com minha mãe o medo dos filhos crescerem. Como seria a adolescência? A vida adulta? Enfim...

Minha mãe, com sabedoria, uma companheira de todas as mães, muito serenamente me disse:

- Filha não se preocupe! Cada fase tem seu encanto, viva um dia de cada vez.

E assim tenho feito.

Os brinquedos que um dia estavam por toda parte: carrinhos, bichinhos, blocos de montar, curralzinho, Baybleid, Max Steel, Nerf, hotwells, jogos de tabuleiros (estes jogamos até hoje), gibis e outros mais, já não fazem parte do cenário. De repente, outros objetos ganharam espaço no ambiente, tal como acontece dentro de nós.

A criança vai dando lugar para o adolescente que chega. Meu filho já não precisa mais de mim o tempo todo, ganhou autonomia, asas, está seguro para voar e voltar ao ninho sempre que quiser.

Hoje meu ninho está vazio da presença física - os filhos estão estudando fora – mas o ninho da alma está repleto e transbordando de amor. Vínculos fortes foram desenvolvidos ao longo dos anos e nos conectam na distância. Cada filho trouxe um questionamento diferente e apresentou comportamentos próprios ao longo do caminho. Algumas vezes, a rota teve que ser modificada, algum redirecionamento ali, uma reorganização de lá. Nesta estrada todos nós transformamos, crescemos, nos refazemos. O que é novo para eles é novo para nós também.

Se fosse dar um conselho, diria:

“Não tenha medo de contrariar, dizer não, seguir sua intuição. Não se assuste se você não consegue encontrar seu filho, sua criança no adolescente que você tem hoje, calma ele está lá”!

Como bem nos lembra Jane Nelsen: “A adolescência é apenas uma pequena parte do processo de crescimento, não é de forma alguma o destino final”. Criar vínculos saudáveis exige dedicação, criatividade e autocuidado. Respire fundo e siga firme! Lembre-se: cada fase tem seu encanto. O que te encanta na fase que você está vivendo com seu filho hoje? Está construindo memórias que encantam e seduzem?

Prepare sua casa interior, aqueça seu ninho para a sua alegria e de seus filhos!

Dica de Leitura:
Disciplina Positiva para adolescentes – Jane Nelsen e Lynn Lott


Sobre Maria Marquez

Sou uma menina que sempre quis casar e ser mãe, hoje uma mulher realizada, casei com meu amor de adolescência, sou mãe de três garotos (Raul 23; Artur 20; Davi 18), pedagoga, secretaria do agronegócio, voltando às raízes, morando na fazenda, me redescobrindo e experimentando um universo de novidades.






Maria Marquez Gouveia Vilela

Pedagoga

Secretária do agronegócio da família

(99) 991318999 - mariamarquezgv@gmail.com

@mariamarquez9128



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