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  • Barbara Leite Liberato

Culpa: sentir ou não sentir?

Eis a questão, não é ? Há quem diga que a culpa é inerente a maternidade. Será? eu digo que a culpa só tem sentido quando sentimos que ela é capaz de nos impulsionar a fazer algo diferente e melhor. Caso contrário, a gente não a convida para se sentar conosco à mesa! Quer saber o porquê? Vem comigo que eu conto!


Foto arquivo pessoal



"Tenho uma filha de 1ano e sinto muita culpa quando tenho que deixa-la com outra pessoa para poder trabalhar" (Joana, 35 anos - Mãe de Teresa)
"Tenho um filho de 3 anos e tenho pena dele porque quase não tenho tempo de ficar com ele, então sinto necessidade de compensá-lo por isso" (José, 30 anos - Pai de João Maria)

O que esses relatos verídicos têm de comum entre eles? Sentimento de culpa dos pais! Sabe aquela frase: nasce um filho, nasce uma mãe e junto dela a culpa! Então, eu não acredito nela! Primeiro que se fosse fácil assim nascer uma mãe junto com um filho, então seria tudo tão mais fácil e perfeito, não é mesmo? Bom, a maternidade é um pouco menos romântica do que isso! E quanto a culpa? Essa palavra que expressa um sentimento poderoso tem sido utilizada de forma um tanto perversa dentro do contexto da Parentalidade. E a questão aqui é: Você sente culpa por que?


Eu tomei a liberdade de pesquisar no dicionário um pouco sobre a palavra culpa. E gostaria de dividir com você o que eu encontrei. Vamos lá? Culpa " é o sofrimento obtido após reavaliação de um comportamento passado, tido como reprovável por si mesmo". Logo, caros pais, tens duas opções: preparar o chicote e se tornar uma vítima de si mesmo ou aprofundar o seu olhar para si e para os seus com mais curiosidade e vontade de fazer algo diferente quanto a este sentimento.


Ajuda pensar o seguinte quando você sente culpa: estou sentindo culpa porque estou me relacionando com a minha criança ou comigo mesmo? Quando o sentimento de culpa invade o seu relacionamento com a sua criança, então você está se relacionando com o modelo mental de mãe/pai que existe dentro de você. E fazemos isso no automático sem percorrer um caminho consciente dentro do nosso cérebro. Isso porque essas crenças já estão lá e vieram da mídia, da sociedade, da nossa cultura e da nossa família de origem.


Eis aqui um convite: se desconectar desse modelo ideal de mãe/pai e se conectar com os sinais que as crianças e os adolescentes estão a dar através do comportamento deles. Porque de repente está tudo bem com as crianças, ela não está sofrendo e nem sentindo falta dos pais naquele momento. Ou não! Acontece que as vezes os pais seguem naquele mindset de que está tudo bem quando na verdade não está, e então é preciso desacelerar.


A sugestão é fazer um exercício de buscar por estes sinais reais e claros junto das crianças e então moldar o próprio comportamento de acordo com a necessidade do seu filho (a). Repara que assim você vai conseguir perceber se está tudo bem, e se for esse o caso, vida que segue! Se não está tudo bem, então é preciso que o adulto desacelere. E existe muitas formas de fazer isso acontecer em condições.


Na maternidade a culpa costuma ser confundida com vergonha! Vergonha do que os outros vão pensar! Esse é o alarme para então repensar o seu comportamento e observar os sinais que precisam ser vistos.


Clique para assistir o conteúdo do texto em formato de vídeo!

 



 


Sobre a autora:

Bárbara Leite Liberato é casada com Fernando Liberato, mãe de duas crianças extraordinárias João Paulo, 7 anos e Gabriel, 4 anos. A vida toda quis ser mãe e formar uma família, casou com o grande amor da adolescência e juntos educam os filhos dentro da Parentalidade Positiva. Tem como missão de vida capacitar pais e mães para utilizarem as ferramentas da Parentalidade Positiva junto aos filhos internalizando essa filosofia de vida. Ler e escrever é uma paixão na vida.





Bárbara Leite Liberato

Orientadora Parental

Jornalista e Advogada

Certificada em Parentalidade Positiva pela Escola de Parentalidade e Educação Positivas de Portugal

Especializando em Neurociência e Comportamento - PUC/RS

Idealizadora e Editora do blog cheirodemae.com.br

(99) 981326509 - barbaraleiteliberato@hotmail.com

@barbaraleiteliberato


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